Eu nunca havia sonhado com uma serpente, uma estrela, uma galáxia...
Eu não achei que essas coisas fossem reais... Pensei que só existissem em sonhos dos que têm a cabeça nas nuvens.
Mas, como não é difícil pagar a língua, uma explosão fez surgir um novo ciclo, um novo Manvântara, e eu reconheci minha serpente, minha estrela, minha galáxia no meio de uma série de expectativas.
Desde então eu trabalho, incessantemente, para que essas marcas fiquem gravadas em mim, em minha Alma, de uma maneira indelével. Eu preciso fazer o possível para não me esquecer, para não deixar esse Amor se ir e se desfazer nas ruas enegrecidas pela ignorância humana.
A cada manhã, a cada raio de sol que ultrapassa a branca cortina do quarto, eu abro os olhos e lembro "minha vida vale a pena". Ela vale a pena porque é real e é perfeita. Tenho uma trilha pela qual caminhar, um objetivo a atingir e uma Galáxia com uma órbita concêntrica à minha, que dança no mesmo ritmo e é aquecida pelo mesmo Sol.
Depois de isso tudo, eu descobri que a realidade é um sonho e que os sonhos são realidade. Tudo isso a partir de um lampejo, de uma faísca de fogo que saiu do coração de uma pequena serpente.
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