Mostrando postagens com marcador galáxias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador galáxias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de abril de 2010

A Realidade

Eu nunca havia sonhado com uma serpente, uma estrela, uma galáxia...
Eu não achei que essas coisas fossem reais... Pensei que só existissem em sonhos dos que têm a cabeça nas nuvens.

Mas, como não é difícil pagar a língua, uma explosão fez surgir um novo ciclo, um novo Manvântara, e eu reconheci minha serpente, minha estrela, minha galáxia no meio de uma série de expectativas.

Desde então eu trabalho, incessantemente, para que essas marcas fiquem gravadas em mim, em minha Alma, de uma maneira indelével. Eu preciso fazer o possível para não me esquecer, para não deixar esse Amor se ir e se desfazer nas ruas enegrecidas pela ignorância humana.

A cada manhã, a cada raio de sol que ultrapassa a branca cortina do quarto, eu abro os olhos e lembro "minha vida vale a pena". Ela vale a pena porque é real e é perfeita. Tenho uma trilha pela qual caminhar, um objetivo a atingir e uma Galáxia com uma órbita concêntrica à minha, que dança no mesmo ritmo e é aquecida pelo mesmo Sol.

Depois de isso tudo, eu descobri que a realidade é um sonho e que os sonhos são realidade. Tudo isso a partir de um lampejo, de uma faísca de fogo que saiu do coração de uma pequena serpente.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Sonho

Um dia sonhei com uma flor. Não... Desculpem, não era uma flor... Era uma libélula. Na verdade estava no céu, mas não era uma libélula e nem um pássaro. Ah! Lembrei! Era uma estrela! Mas eu não me lembro direito como ela era.

A música diz que "quem contar um sonho que sonhou / não conta tudo que encontrou / contar um sonho é proibido". Mas não é que seja proibido. É que os muitos véus que se colocam entre o sonho e a nossa consciência nos impedem de lembrar exatamente o que sonhamos. Não é uma proibição, a não ser que os véus sejam colocados de propósito... Será que nós mesmos os colocamos?

Em toda a minha vida a estrela do meu sonho esteve comigo. Mesmo sem eu saber como ela era. E por não reconhecê-la, cheguei a buscá-la em outras estrelas. Imaginem uma busca por algo que não sabemos o que é e nem onde encontrar...

Faz pouco tempo (pouco mesmo, estamos falando de estrelas, lembram?) minha estrela sorriu para mim. Me iluminou, me aqueceu, me despertou. Me fez sorrir também, porque naquele momento a reconheci. Minha estrela é o Sol. E o seu sorriso é um raiozinho, daqueles que a gente fica se encolhendo embaixo nas tardes frias de inverno. Que faz tudo valer a pena.

Depois que o Solzinho iluminou minha vida, eu passei a ver coisas que eu não via (porque estavam no escuro, afinal). E comecei a me expandir, a crescer. Na verdade, começamos a crescer juntos, porque descobrimos que nossa natureza era una.

Estrelas tem limites físicos para expandir. E não se juntam com outra estrela, formando uma única... não até onde sei, ainda que saiba muito pouco sobre as coisas. Era um outro mistério que eu estava/estou vivendo com a minha estrela.

Quando vi a foto de duas galáxias dançando, se unindo, descobri afinal o que somos. Pequenas Galáxias. Que dançam, se olham, sonham uma com a outra. Se encontram, crescem juntas, respiram, se expandem e se tornam uma. E caminham em uma mesma direção, guiadas por um Ideal.

Agora eu sei que eu sonhava com o Amor. E o reconheci em um raio de sol que já havia me aquecido outrora.

Eu ainda sonho com a minha estrela / raio de sol / galáxia / Amor. Mas eu sempre lembro do sonho, porque o vivo todos os dias.

PS: Essa postagem não tem música, nem foto. Deixo para cada um ver a imagem que aparece nos seus sonhos e ouvir a música que toca quando sonham.