A história (e o futuro) desse encontro de proporções astronômicas em textos e imagens. Ou, em outras palavras, um ponto de encontro para todos os que, de alguma forma, participam dessa saga.
É natural que tenhamos ciclos de sono e de vigília. Possivelmente, tudo no universo tem ciclos semelhantes a esse, em que se alternam momentos de atividade e de repouso.
Para onde vai nossa consciência quando estamos adormecidos? Que caminhos percorre e, mais intrigante, o que ela traz consigo dessa viagem?
Infelizmente, não temos todas as respostas. Mas, de vez em quando, tentamos nos preparar para a jornada, para o passeio pelos mundos desconhecidos, ocultos sob o véu do sono. Pode ser uma respiração, pode ser um aroma, pode ser um toque, pode ser uma canção...
Este blog foi criado com o propósito de contar a história de galáxias que entram no campo gravitacional uma da outra e acabarão por se tornar uma. Não havia a pretensão de contar essa história de maneira linear e tampouco havia a intenção de contar detalhes da intimidade desses seres extraordinários.
Mas existe um detalhe importante e que é chegado o momento de falar a respeito. Tudo na natureza busca a unidade. É algo natural e que os seres humanos tem a oportunidade de fazê-lo de forma consciente. Para dar um exemplo mais concreto do que entendemos por unidade, podemos pensar no corpo humano: células de naturezas distintas formam órgãos, que se organizam em sistemas, que harmonizados conformam uma unidade que é um homem ou uma mulher.
As galáxias também podem ser entendidas assim. Bilhões de estrelas se harmonizam, criando uma unidade... uma galáxia.
É preciso considerar outro aspecto de fundamental importância: Tudo na natureza tem seu tempo, está marcado no tempo e no espaço. Nós somos assim. Quando nos propomos a algo, definimos um prazo, uma data limite. Quando marcamos um encontro, precisa ficar claro onde e quando.
As Pequenas Galáxias se tornarão uma, no que diz respeito à Lei dos homens, no dia 29 de maio de 2010.
E esse é o começo de mais uma etapa na nossa viagem...
Eu nunca havia sonhado com uma serpente, uma estrela, uma galáxia... Eu não achei que essas coisas fossem reais... Pensei que só existissem em sonhos dos que têm a cabeça nas nuvens.
Mas, como não é difícil pagar a língua, uma explosão fez surgir um novo ciclo, um novo Manvântara, e eu reconheci minha serpente, minha estrela, minha galáxia no meio de uma série de expectativas.
Desde então eu trabalho, incessantemente, para que essas marcas fiquem gravadas em mim, em minha Alma, de uma maneira indelével. Eu preciso fazer o possível para não me esquecer, para não deixar esse Amor se ir e se desfazer nas ruas enegrecidas pela ignorância humana.
A cada manhã, a cada raio de sol que ultrapassa a branca cortina do quarto, eu abro os olhos e lembro "minha vida vale a pena". Ela vale a pena porque é real e é perfeita. Tenho uma trilha pela qual caminhar, um objetivo a atingir e uma Galáxia com uma órbita concêntrica à minha, que dança no mesmo ritmo e é aquecida pelo mesmo Sol.
Depois de isso tudo, eu descobri que a realidade é um sonho e que os sonhos são realidade. Tudo isso a partir de um lampejo, de uma faísca de fogo que saiu do coração de uma pequena serpente.
O ritmo, na música, é aquilo que marca o andamento da melodia, pode ser rápido ou lento, variável ou constante.
Na Filosofia, o ritmo é o andamento que marca nossas ações e que permite estarmos felizes, com compreensão e boa vontade.
Se algo não está bem, se não conseguimos cumprir nossas tarefas, se temos a impressão de que o tempo passa por nós sem podermos ter controle sobre ele, estamos sem ritmo.
Ritmo é centro, é consciência, é poder, é disciplina, é ordem.
Não conseguimos obter vitórias, sem constância e persistência. Não conseguimos alcançar nossos objetivos se a meta não está clara e não há felicidade. O Ritmo nos auxilia nisso, mesmo que se pareça com um baião ;-)
Tudo vibra no Universo. Mesmo o mais resistente dos diamantes vibra internamente com o movimentos dos elétrons a redor dos núcleos de seus átomos de carbono.
Após descobrir que mesmo as menores particulas de matéria podiam ser divididas, os cientistas passaram a trabalhar com um novo modelo de particula fundamental, uma forma de energia que vibra e que pelas diferentes combinações de frequências e tonalidades, dariam origem a outras partículas. Como as cordas de um instrumento. Como os fios de vidas que se entrelaçam, compondo melodias audíveis apenas aos corações mais atentos.
Muitas tradições nos falam da criação do Universo através do som, ou da vibração. Platão nos fala da música das esferas, ou seja, da relação harmônica dos planetas que produziria uma melodia específica. Todas as relações podem ser convertidas em som, em vibrações.
Quando amamos, buscamos a harmonia com o ser amado. Buscamos ordenar os aspectos caóticos da nossa vida para harmonizá-los com o outro. É música e é dança. O compromisso entre duas pessoas que se amam é o compromisso do músico com o seu instrumento e de ambos com a melodia. A cada momento nos alternamos entre aquele que toca e aquele que se permite tocar para que a música não pare e a vida continue a fluir.
Precisamos aprender a tocar as cordas da vida, e a ouvir a melodia que ela toca para cada um de nós. Cada um de nós é um instrumento na orquestra universal, nos entrelaçando nos cordões dos dias.
Dois amigos gravaram um disco chamado exatamente "Cordão dos Dias". E nele há uma canção em que uma moça nos convida a mostrar como "a vida faz tudo mudar". Tudo na vida muda, mas sempre obedecendo à partitura escrita para nós. Nada acontece ao acaso e para quem ouve a música da natureza todos os segredos se revelam.
Rotação é um movimento realizado pelos planetas e pelas estrelas em torno do seu próprio eixo. Mas qual seria a origem desse movimento? Infelizmente, não posso responder a essa pergunta, mas faço a relação de que ele comprova, fisicamente, a existência de um princípio de ciclicidade. Os dias seguem as noites, e estas seguem os dias. Os anos se perpetuam eternamente, sempre iniciando em janeiro (para nós ocidentais, é claro). As plantas florescem e frutificam de tempos em tempos... E assim, a vida flui pelo imenso oceano cósmico.
Mas, e então, o que isso tem a ver com nossa vida? Nossa vida também é composta por ciclos. Dormimos e acordamos, tiramos férias e trabalhamos, temos momentos de tristeza e de euforia, de animação e de desanimação... E assim, nossa vida segue.
E as galáxias que estão em processo de aproximação? Vocês poderiam perguntar. Elas também não executam um movimento contínuo de rota. Elas giram, aproximando e afastando, em torno de um mesmo centro, até que, com o passar do tempo, elas circundam o mesmo ponto tão próximas que, finalmente, se tornam uma.
Em Filosofia, conceituamos memória como a capacidade de reconhecermos a nós mesmos em qualquer circunstância. Ou seja, a memória é uma faculdade, cuja finalidade maior é lembrar quem somos.
Mas o "quem somos" está intrinsecamente relacionado às nossas experiências. O que somos é resultado das experiências que vivemos e recolhemos. E muitas vezes (senão todas) essas experiências estão relacionadas a outras pessoas. À convivência que temos com os mais diversos tipos de gente.
Algumas dessas pessoas nos provocam experiências muito profundas, e nos marcam de maneira indelével. Essas (pessoas e experiências) ficam marcadas na nossa memória e tem um impacto profundo no que somos, no que queremos ser e nessa lembrança de nós mesmos.
A memória dessas pessoas não é apagada pelo tempo. Ao contrário. Ainda que muitas gerações se passem, ainda que estrelas nasçam e morram através de um tempo que não pode ser marcado pelo caminhar dos ponteiros de um relógio, a memória dessas vidas permanecem. E às vezes temos a certeza de que nos reencontramos.
4. Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town
Existem épocas nas nossas vidas em que nos damos conta de que não podemos mais parar. Colocamos muitas forças em movimento, ao longo do tempo, e temos que lidar com elas.
Isso não é ruim. Pelo contrário. Vida é movimento. Quando as forças que evocamos se colocam em marcha e retornam até nós para assumirmos nossa responsabilidade no que iniciamos, sentimos que estamos vivos.
O cuidado que devemos ter é para que o movimento não se transforme em correria. E não deixar que o movimento das coisas nos leve onde não queremos. Serenidade e consciência são importantes nessas horas e assim canalizamos as forças que movimentamos para uma finalidade boa e nobre.
As galáxias se movem em direção ao centro. Duas galáxias se movem, uma em direção à outra, e não podem parar. E por não poderem parar, por não podermos parar nunca, ainda que estejamos quietos, deixo uma música do Red Hot Chili Peppers que me acompanhou nos meus momentos de maior movimento.
Sincronicidade foi um termo cunhado pelo grande pensador Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por causa e efeito, mas por significado.
Isso pode ser explicado quando, olhando para o céu à procura de estrelas cadentes, você encontra um grupo de seres cósmicos em forma de animal! Você estava olhando o céu só para fazer um pedido, mas vai ser conhecido pelo resto da vida como a pessoa quem descobriu uma nebulosa :D
A história dessas galáxias está repleta de casos assim, e eu ousaria dizer que foi graças a isso que o encontro aconteceu :-)
Para que vocês possam refletir um pouco sobre essa idéia e a lógica da vida que se esconde por trás disso, continuamos com nossa trilha sonora.
Existem certas coisas que marcam o início de eras: respiração de Bhrama, explosões cósmicas ou uma música... Este último foi nosso caso :-)
Toda a história desse encontro é acompanhado por uma trilha sonora de dar inveja aos cineastas de Hollywood, fato que nos motiva a enveradar pelos caminhos musicais por aqui também :-)
Postaremos para vocês (tentaremos em ordem cronológica) várias músicas que se relacionam conosco, mas, com certeza, com mais muita gente.