terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O Sol da Meia Noite

No dia de São Valentino, nada mais apropriado do que homenagear uma galáxia muito especial.



O Sol da Meia-Noite
                                                   A um Cavalheiro com rosto

Existem ruas enegrecidas, cujas partes
São sombras, são frio, são desolação.

Existem casas vazias, cujos cômodos
São entulhos, são sujeira, são desorganização

Existem pessoas inertes, cujos pensamentos
São críticas, são maldade, são inquietação

Ruas vazias, casas enegrecidas, pessoas inertes
Retrato claro e exato da destruição

Até que o Sol surja no horizonte
Que seus raios, na aurora, despontem
E às sombras afugentem com seu clarão

Esse ser celeste não é anônimo
Tem gosto, tem rosto, tem ânimo
E é o meu representante da grande imensidão.

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